Estão os animais à nossa frente?

28/02/2010

Não garanto a autenticidade, mas que impressiona, impressiona.

Edemar.

“O ESTRANHO MISTERIOSO,  de Mark Twain

Editora AXISMVNDI


Eu e Satã caminhávamos na direção da minha casa. Eu estava pensando cá comigo que gostaria de ver como era o interior da prisão; Satã ouviu meus pensamentos e no momento seguinte estávamos dentro da prisão. Na câmara de torturas, disse Satã. O ecúleo estava ali, e os outros instrumentos, e havia uma ou duas lamparinas fumarentas penduradas nas paredes, ajudando a tornar o local sombrio e assustador. Havia prisioneiros ali, e também carrascos, mas como ninguém se deu conta de nós, significava que estávamos invisíveis. Um rapaz estava deitado, amarrado, e Satã disse que ele era suspeito de heresia, e os carrascos estavam a ponto de torturá-lo. Mandaram o rapaz se confessar culpado e ele disse que não podia, porque não era verdade. Então eles enfiaram lascas de madeira debaixo de suas unhas, e ele berrou de dor. Satã não se perturbou, mas eu não consegui suportar e tive de ser levado rapidamente dali. Eu estava quase desmaiando e enjoado, mas o ar fresco me revigorou e caminhamos para a minha casa. Eu disse que aquilo era uma coisa animalesca.

– Não, era uma coisa humana. Você não deve insultar os animais com o uso errado dessa palavra, eles não o merecem.

E continuou a falar coisas do mesmo gênero:

-É como a sua raça mesquinha, sempre mentindo, sempre clamando virtudes que não possui, sempre negando essas virtudes aos animais superiores, que são os únicos que as possuem. Nenhum animal jamais fez uma coisa cruel… isso é monopólio daqueles que têm o Senso Moral. Quando um animal inflige dor, ele o faz inocentemente. Ele não está errado. Para ele não existe o errado. E ele não inflige dor pelo prazer de infligi-la, só o homem faz isso. Inspirado por esse seu abastardado Senso Moral! Um senso cuja função é a de distinguir entre o certo e o errado, com liberdade de escolher qual deles praticará. Agora, que vantagem ele tira disso? Ele está sempre escolhendo, e nove vezes em cada dez ele prefere o errado. Não deveria haver nenhum errado. E, sem o Senso Moral, não haveria. Ainda assim, o homem é uma criatura tão irracional que não é capaz de perceber que o Senso Moral o degrada à camada mais baixa dos seres vivos e é uma posse vergonhosa. Você está se sentindo melhor? Quero lhe mostrar uma coisa.

Num instante estávamos numa cidade da França. Percorremos uma espécie de grande fábrica, onde homens, mulheres e crianças trabalhavam no calor e na sujeira, envoltos numa nuvem de pó. Vestiam andrajos e cambaleavam ao peso do trabalho, porque estavam exaustos e semimortos de fome, enfraquecidos e entorpecidos. Satã disse:

– Eis outro exemplo de Senso Moral. Os proprietários são ricos e muito virtuosos, mas o salário que pagam a estes seus pobres irmãos e irmãs é mal o suficiente para impedi-los de cair mortos de fome. Eles trabalham quatorze horas por dia, do inverno ao verão, das seis da manhã às oito da noite, criancinhas inclusive. Vão e vêm dos chiqueiros onde moram, sete quilômetros na vinda e sete na ida, através da lama e do lodo, da chuva, neve, geada e tempestade, todo dia, entra ano e sai ano. Têm quatro horas de sono.. Vivem em choças miseráveis, três famílias em um cômodo, num fedor e sujeira além da imaginação. A doença chega e eles morrem como moscas. Cometeram algum crime, estas coisas esquálidas? Não. O que fizeram para receber tal punição? Nada. Nada, exceto terem nascido nessa sua raça insensata. Você viu, lá na cadeia, como eles tratam os criminosos… agora está vendo como eles tratam os inocentes e os justos. A sua raça é ilógica? Estes inocentes fedorentos vivem melhor do que aquele herege? Certamente que não. O castigo do herege é trivial comparado com o castigo destes inocentes. O herege, eles quebraram seus ossos na roda e o chicotearam até deixar seu corpo em tiras, e agora ele está morto e livre da sua preciosa raça. Mas estes pobres escravos aqui, ele vêm morrendo há anos, e alguns deles não escaparão da vida por muitos anos ainda. É o Senso Moral que ensina aos proprietários desta fábrica a diferença entre o certo e o errado, o resultado você está vendo. Eles pensam que são melhores que os cães. Ah, vocês são uma raça tão ilógica, tão irracional! Mesquinha, indizívelmente mesquinha!

Então ele abandonou toda seriedade e esforçou-se para nos ridicularizar, troçando do nosso orgulho por nossos feitos guerreiros, nossos grandes heróis, nossa fama imperecível, nossos poderosos reis, nossas antigas aristocracias, nossa história venerável, e riu e riu até que meu estômago virava só de ouvi-lo. Finalmente ficou um pouco mais sério e disse:

– Bem, afinal de contas, nem tudo é ridículo. Há algo patético quando lembro como são poucos os seus dias, como são infantis as suas pompas e as sombras que vocês são.

Tudo desapareceu de repente da minha visão e eu sabia o que isso significava. No momento seguinte caminhávamos por nossa aldeia e mais abaixo, perto do rio, eu via as luzes do Cervo Dourado piscando entre as árvores. Então ouvi um grito alegre: “Ele voltou!”

Era Seppi Wolmeyer, ele tinha sentido seu sangue pulsar e seu ânimo subir de um modo que só podia significar uma única coisa: Satã estava por perto, embora estivesse escuro demais para vê-lo. Seppi veio até nós e caminhamos juntos, e Seppi transbordava alegria como água da fonte. Parecia um apaixonado que tivesse reencontrado a namorada perdida. Seppi era um menino esperto e animado, tinha entusiasmo e expressão, bem ao contrário de Nikolaus e de mim. Ele estava fascinado pelo último grande mistério local: o desaparecimento de Hans Oppert, o vagabundo da aldeia. As pessoas estavam começando a ficar curiosas, disse ele. Não disse “ansiosas”, curiosas apenas, era a palavra certa. Ninguém vira Hans nos últimos dois dias.

– Desde que ele fez aquela coisa animalesca, sabe?

– Que coisa animalesca?

Foi Satã quem perguntou.

– Bem, ele estava sempre batendo no cachorro, que era um bom cachorro e o único amigo dele, era fiel e amava o Hans, não fazia mal a ninguém. E dois dias atrás ele estava de novo batendo no cachorro com um pedaço de pau, por nada, só por prazer, e o cachorro uivava e gania. Theodor e eu pedimos para ele parar pelo amor de Deus, mas ele ameaçou a gente e bateu de novo no cachorro com tanta força que arrancou fora um olho dele, daí ele disse para nós. “Viu, estão satisfeitos agora ? Foi isso que o bicho ganhou por causa de vocês meterem o bedelho onde não é da sua conta” e caiu na risada, aquele animal sem coração.

A voz de Seppi tremia de pena e de raiva. Eu imaginei o que Satã iria dizer, e foi exatamente o que ele disse.

– Aí está outro mau uso da palavra, uma calúnia vergonhosa. Os animais não agem assim, só os homens.

– Bom, de todo modo aquilo foi desumano.

– Não, Seppi, não foi desumano, foi humano, perfeitamente humano. Não é agradável ouvir você difamar os animais superiores atribuindo-lhes disposições das quais eles estão livres e que só são encontradas no coração humano. Nenhum dos animais superiores está maculado com a doença chamada Senso Moral. Purifique sua linguagem, Seppi, tire dela essas expressão falsa.

Satã falou num tom que, para ele, era severo e me arrependi de não ter avisado Seppi para ser mais cuidadoso com as palavras que usava. Eu sabia como ele estava se sentindo. Ele não queria ofender Satã, preferiria antes ofender toda a sua própria família. Houve um silêncio desconfortável, mas logo chegou alívio. O pobre cão surgiu, com o olho dependurado e caminhou direto para Satã, gemendo e soltando murmúrios entrecortados. Satã lhe respondeu do mesmo modo. Estava claro que eles conversavam na língua dos cachorros. Sentamos na grama, ao luar, porque as nuvens estavam agora se afastando, e Satã pôs no colo a cabeça do cachorro, colocou seu olho de volta no lugar, o cão ficou bom, abanou o rabo e lambeu a mão de Satã. Parecia agradecido e disse isso; eu sabia que ele estava dizendo isso, mesmo não entendendo os sons. Depois os dois conversaram mais um pouco e Satã falou:

– Ele diz que o dono estava bêbado.

Nós confirmamos:

– Sim, estava.

– E uma hora mais tarde ele caiu de um precipício perto da Pastagem do Penhasco.

– A gente conhece o lugar, fica a uns cinco quilômetros daqui.

– O cão foi várias vezes até a aldeia pedir às pessoas que fossem até lá, mas todo mundo o enxotou e ninguém lhe deu ouvidos.

Nós nos lembrávamos disso, mas não tínhamos entendido o que o cão queria.

– Ele só queria ajudar o homem que o maltratara, só pensava nisso, não comia nada nem pensava em comida. Ficou ao lado do dono durante duas noites. O que vocês acham da raça humana? O céu está reservado para vocês e este cão está excluído do céu, como dizem seus professores? Acham que a raça humana pode acrescentar alguma coisa ao estoque de moral e grandeza deste cão?

Ele falou com o cachorro, que pulou ansioso e feliz, parecendo pronto para receber ordens e impaciente para executá-las.

– Pequem alguns homens e sigam o cão, ele vai levar vocês até aquela carniça. E levem um padre junto para negociar o seguro, porque a morte está próxima.

Com estas palavras ele se desvaneceu, para nossa tristeza e desapontamento. Pegamos os homens e o Padre Adolf, fomos até a Pastagem do Penhasco e vimos o homem que tinha acabado de morrer. Ninguém se incomodou, exceto o cachorro. O cachorro gemeu e lamentou-se, lambeu o rosto do morto, desconsolado. Enterramos o homem ali mesmo, sem caixão, já que ele não tinha dinheiro nem amigos, exceto o cachorro… Se tivéssemos chegado uma hora antes, o padre teria tido tempo de enviar aquela pobre criatura para o céu, mas agora ele tinha ido para os fogos terríveis, onde queimaria para todo o sempre. Parecia uma tristeza que num mundo onde tantas pessoas têm dificuldades em ocupar seu tempo, uma mísera hora não tenha sido dedicada àquela pobre criatura que ela tanto precisava, e para quem teria feito a diferença entre a eterna alegria e a dor eterna. Isso dava uma idéia espantosa do valor de uma hora, e eu pensei que nunca mais desperdiçaria uma hora sem remorso e terror. Seppi estava deprimido e pesaroso, dizendo que devia ser bem melhor ser um cachorro e não correr tais riscos terríveis. Nós levamos o cachorro para casa e o conservamos como se fosse nosso. Seppi teve uma idéia fantástica quando estávamos a caminho: alegrou-nos e nos fez sentir melhor. Ele disse que, como o cão tinha perdoado ao homem que lhe fizera tanto mal, talvez Deus aceitasse aquela absolvição.”

Eu lembro: animais não matam à toa.


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PREVI informa sobre eleições

27/02/2010

 

Telefones (021)3870 1444

                     (021)3870 1074

                      (021)3870 1000.

Imeil: eleicoes2010@previ.com.br

Edemar.


É preciso sair do sofá

26/02/2010

Uma rápida consulta a funcionários do Banco do Brasil mostrará dúvidas e desconfianças em relação aos benefícios da Previ e, certamente, grande insatisfação quanto ao atendimento da Cassi. Sobre esta, falaremos em outra  ocasião.

A primeira, por mercê de uma valorização do mercado acionário, tem apresentado resultados financeiros satisfatórios que, infelizmente, nada garante sejam mantidos. O mercado de ações é instável por natureza, pois é o sobe-desce das cotações que o sustenta.

Hoje, a Previ está bem, amanhã, ninguém sabe como estará, enquanto mantiver o grosso de seus ativos nesse mercado.

A distribuição destes atuais bons resultados tem gerado mais indagações do que satisfação. A suspensão das contribuições favorece a todos participantes e também ao Banco, mas afirma-se que alguns receberam benefícios milionários (!), outros, modestos benefícios e muitos nenhum benefício.

Outro aspecto,  polêmico, dessa partilha de resultados, é sua apropriação, em grande ou maior parte, pelo Banco. Sem maiores indagações, a voil d’oiseau, é possível apercebermo-nos de que o Banco não é maior dono da Previ do que nós, participantes, desde que, há muito, ele nos impôs regime de paridade em suas contribuições.

A Previ não tem sido transparente quanto a esses fatos.

Embora sejamos a perna mais frágil desse tripé Banco-Previ-Participantes, precisamos reagir.

Atualmente o Banco nos permite participação inferiorizada na Direção da Previ, pois reserva para si a Presidência e as poderosas Diretorias de Participações e de Investimentos, as quais, por oportuno, parecem algo redundantes. Tendo participação igual à nossa em todos Conselhos, o Banco é senhor de baraço e cutelo na Previ, num eco injustificável daqueles tempos em que contribuía com três quartos da arrecadação da Caixa.

É preciso que todos nós, os não engajados partidária ou sindicalmente, abandonemos nosso tradicional comodismo de votar por votar, votar por indicação de associações nem sempre muito leais a seus quadros ou, no caso de grande parte dos aposentados, abster-se de votar.

Necessitamos nos conscientizar de que a Previ administra recursos de mais de cento e quarenta bilhões de reais. Isto é muito poder para entregarmos descuidadamente, ainda mais porque da Previ não depende só nosso futuro, mas nossa sobrevivência e de nossos dependentes, nunca esquecendo que tal proteção não nos caiu dos céus, foi por nós adquirida, tanto por nossas contribuições, quanto por parcela salarial indireta.

Precisamos romper com o rodízio de eleitos, encontrar ou criar alternâncias para esse poder. Participarmos de todas atividades de nossas associações é imperioso; procurarmos informações sobre as instituições e as pessoas é nosso direito e nossa obrigação. Votarmos em candidatos realmente escolhidos por nós é nossa garantia. Na internet, há grupos importantes discutindo isso. Unamo-nos a eles: é fácil, é barato e é confortável, quase tanto quanto o sofá (ou a rede, gente boa do Norte e do Nordeste).

Um desses bons grupos é http://www.variedades1-bb@yahoogrupos.com.br.

Edemar.


Mudanças na diretoria da Previ começam a ser definidas

25/02/2010
Termina amanhã o prazo para inscrições de chapas para a eleição direta, em maio, de dois diretores executivos da Previ, nas áreas de administração e planejamento. O pleito em si não alteraria muito a vida do maior fundo de pensão do país, com patrimônio de R$ 133 bilhões, não fosse o fato de que também em maio chega ao fim o mandato de Sérgio Rosa, atual presidente da fundação dos funcionários do Banco do Brasil, cargo de indicação política da cúpula do BB e no qual Rosa permaneceu por dois mandatos, ou seja, oito anos.

O Valor apurou que o nome mais cotado para substituir Rosa na presidência é o de Joílson Ferreira, 50 anos, advogado diplomado pela USP, funcionário de carreira do BB e atual diretor de Participações da Previ.

A Previ é um colegiado com seis diretores com remuneração idêntica à dos diretores do Banco do Brasil. Atualmente, a maioria destes executivos é ligada ao PT. Pelo estatuto da fundação, três diretores – o presidente e os diretores executivos de Participações e de Investimento – são escolhidos diretamente pelo BB e referendados pelo Conselho Deliberativo da Previ, enquanto outros três – Administração, Planejamento e Seguridade – são eleitos diretamente por 178 mil associados em todo o país para mandatos de quatro anos, renováveis por mais quatro.

Joílson Ferreira foi indicado em 2008 para a Diretoria de Participações em substituição a Renato Chaves, juntamente com o atual diretor de Investimento, Fábio Moser. Ambos têm ainda dois anos no exercício dos respectivos cargos. Quando foi chamado para a Diretoria de Participações, Joílson exercia a função de gerente – executivo do BBBI.

Como diretor de Participações da Previ, é ele quem substitui o presidente como interino, quando este se ausenta ou tira férias e é quem cuida das participações acionárias da fundação, entre elas a Vale do Rio Doce, da qual o fundo é o controlador, CPFL e Embraer, dentre outras empresas gigantes. Sergio Rosa também foi diretor de Participações da Previ, em 2000. O fato é simbólico e pode sinalizar para uma potencial preferência do BB por Joílson.

De modo geral, os diretores executivos da Previ têm vínculos partidários com o PT, ligados a corrente majoritária do partido do governo, a antiga Articulação, agora denominada Construindo Novo Brasil. Assim como Rosa, Ferreira teve militância sindical e goza de bom trânsito dentro do governo Lula. Se sua indicação se concretizar, seu mandato na presidência da Previ irá até 2014, num Brasil pós-Lula, que pode ser presidido por Dilma (PT) ou Serra (PSDB).

Se deixar a Diretoria de Participações, Joílson pode ser substituído automaticamente pelo seu gerente de participações Ricardo Giambroni, ou por outro nome indicado pelo BB.

No âmbito das eleições diretas para diretores de Administração e Planejamento existem até agora dois nomes no páreo. Paulo Assunção de Souza, aposentado do BB, que já foi conselheiro do banco, da Anabb (Associação dos Funcionários do BB) e é do conselho de administração da Neoenergia, é um nome escolhido pela situação, ligada à Articulação do PT, para ocupar a diretoria executiva de Administração, hoje ocupada por Francisco Alexandre, que pode compor chapa com a candidata à Diretoria de Planejamento, Elaine Michel, indicada pela Anabb, da qual é Diretora de Relações Externas e Parlamentares, cujo presidente, Valmir Camilo, é do PPS. A atual diretora de Planejamento é Cecília Garcez, que cumpre seu segundo mandato e não pode ser reeleita. Ela foi indicada pela Anabb.

Apesar de algumas divergências entre Camilo e Rosa, durante os anos de 2004, 2006 e 2008 a Anabb e o PT se compuseram numa chapa de unidade e ganharam as eleições diretas.

Segundo observadores do cenário eleitoral da Previ, este ano a aliança pode se repetir. O Valor procurou Valmir Camilo, mas não conseguiu contatá-lo para confirmar a dobradinha.

Até agora, não tem ainda nenhuma chapa inscrita. Na Previ, a expectativa é que as inscrições aconteçam na última hora de amanhã. Além das diretorias executivas de Administração e Planejamento, terão que ser eleitos ainda dois nomes para o Conselho Deliberativo, um titular e um suplente; um titular e um suplente para o Conselho Fiscal; dois titulares e dois suplentes para o Conselho Consultivo do Plano 1 (Benefício Definido); e dois titulares e dois suplentes para o Previ Futuro

 Fonte: Valor Econômico


Idoso x Velho

23/02/2010

Você se considera uma pessoa idosa, ou velha?

Acha que é a mesma coisa?

Pois então ouça o depoimento de um idoso de setenta anos:

Idosa é uma pessoa que tem muita idade. Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.

A idade causa degenerescência das células. A velhice causa a degenerescência do espírito. Por isso nem todo idoso é velho e há velho que ainda nem chegou a ser idoso.

Você é idoso quando sonha. É velho quando apenas dorme.

Você é idoso quando ainda aprende. É velho quando já nem ensina.

Você é idoso quando pratica esportes, ou de alguma outra forma se exercita. É velho quando apenas descansa.

Você é idoso quando ainda sente amor. É velho quando só tem ciúmes e sentimento de posse.

Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida. É velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada.

Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs. É velho quando seu calendário só tem ontens.

O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência. Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro. E é no presente que os dois se encontram.

Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos, que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão. Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado.

O idoso se renova a cada dia que começa; o velho se acaba a cada noite que termina. O idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde o sol desponta e a esperança se ilumina.

O velho tem sua miopia voltada para os tempos que passaram.

O idoso tem planos. O velho tem saudades. O idoso curte o que resta da vida. O velho sofre o que o aproxima da morte.

O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos. O velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.

O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e de esperanças.

Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.

O velho cochila no vazio de sua vida e suas horas se arrastam destituídas de sentido. As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso. As rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.

Em resumo, idoso e velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade bem diferente no coração.

***

A vida, com suas fases de infância, juventude, madureza, é uma experiência constante.

Cada fase tem seu encanto, sua doçura, suas descobertas. Sábio é aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor. Somente assim, na soma das experiências e oportunidades, ao final dos seus anos guardará a jovialidade de um homem sábio.

Se você é idoso, guarde a esperança de nunca ficar velho.

Desconheço o autor.


Saúde não é só malhar

23/02/2010

 

Se não quiser adoecer – “Fale de seus sentimentos” Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna.. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia..

Se não quiser adoecer – “Tome decisão” A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

 Se não quiser adoecer – “Busque soluções” Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências” Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer – “Aceite-se” A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer – “Confie” Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer – “Não viva SEMPRE triste!” O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”. Alegria é saúde e terapia.

Texto atribuído ao Dr. Drauzio Varela


Meio Ambiente

08/02/2010
Britânico que viveu dois anos com lobos lança livro.

“Com o passar dos dias, semanas, meses, anos, o medo se transformou num saudável respeito pelos lobos”
Um britânico que passou quase dois anos vivendo, se alimentando e dormindo com uma família de lobos, sem qualquer contato com humanos, acaba de publicar um livro contando sua história.
Em The Man Who Lives With Wolves (“O Homem que Vive com os Lobos”), publicado pela editora Harper Collins, Shaun Ellis narra em parceria com Penny Junor suas experiências com esses animais selvagens.
Ellis viveu por quase sete anos com uma tribo americana, no Estado de Idaho, no oeste dos Estados Unidos, para aprender mais sobre os lobos. Durante esse período, aprendeu a observar os animais e a entender como eles se relacionam.
Depois de conseguir se aproximar dos lobos, passou dois anos como membro de uma matilha. São desse período as principais experiências narradas no livro.
Mais tarde, de volta à Inglaterra, ele se estabeleceu no Parque de Vida Selvagem Combe Martin, onde continua lidando com lobos. Lá, Ellis adotou três filhotes abandonados ao nascerem e assumiu o papel de líder da família.
Dormindo com lobos
Em entrevista ao programa Outlook do Serviço Mundial da BBC, Ellis conta que seu primeiro contato com os lobos foi em um zoológico. Ele trabalhava no local, mas acabou demitido quando descobriram que ele pretendia libertar os animais.

“Nesse animal em que a maioria das pessoas vê um matador selvagem e impiedoso, eu vi um ser compassivo e muito ligado à família. Para mim havia algo além do mito, da lenda. (…) Então, minha missão passou a ser desvendá-lo”, disse à BBC.

Ellis compara a família dos lobos à sua própria. “Fui criado pelos meus pais e também pelos meus avós, assim como os lobos são. Isso parece criar aquele equilíbrio natural, em que os menos experientes ganham experiência e conhecimento por ter um animal mais velho para guiá-los”, disse.
Perguntado sobre como se alimentava enquanto viveu com os lobos, ele revelou que compartilhava da alimentação dos demais membros de sua matilha.”Eu percebi logo que os lobos se dividem pelo que comem. Cada grupo de animal come uma parte diferente da caça. Os animais alfa, os líderes, iriam sempre comer o coração, o rim e o fígado. (…) Para mim sobrava tórax,pescoço etc.”

Segundo ele, tudo era consumido cru mesmo. “Depois de passar a maior parte da semana sem comida, acredite, isso pode ser a melhor coisa que você já comeu na vida”, conta Ellis.

O pesquisador admite na entrevista que, nas primeiras duas ou três semanas em meio aos lobos, não conseguiu dormir por medo de que os animais pulassem sobre ele.”Com o passar dos dias, semanas, meses, anos, o medo se transformou num saudável respeito pelos lobos. Para mim, havia uma linha tênue entre ser aceito e ser expulso do grupo, ou até mesmo ferido ou morto”, conta.

Perigo

O momento mais assustador que enfrentou, segundo ele, foi quando um lobo aparentemente “lhe disse” para não ir ao rio tomar água. “Ele o fez de uma forma muito agressiva, mordendo partes do meu corpo e chegando ao ponto de me derrubar dentro de uma árvore oca”, narra Ellis.
Horas depois, o mesmo lobo lamberia o seu rosto e o conduziria ao rio, onde Ellis encontraria sinais de que um urso gigante havia passado por ali.”Então, na verdade, aquele lobo havia salvo minha vida”, lembra.
Para ele, a decisão mais difícil de sua vida foi ter de deixar sua família de lobos para trás e voltar à civilização, retomando seu lado humano.”Levou meses até que eu voltasse a ter qualquer interesse na humanidade”, revela.
Fonte: BBC-Brasil.
Este blog se preocupa com o ambiente inteiro e não apenas com o meio. Edemar.