Aposentados x Eleições na Cassi


É grande a insatisfação dos aposentados e pensionistas com os serviços de seu plano de saúde que, se não é dos mais caros, conta com fidelidade de decênios e inadimplência  zero.

Inquina-se as administrações, colegiados compostos por indicados pelo Banco do Brasil e por eleitos pelos associados, de pouco zelo para com os direitos e interesses desses mesmos associados.

O estranhável  desinteresse desses eleitos, é crença geral, deve-se à escassa presença dos aposentados nas disputas eleitorais e a uma certa negligência dos funcionários, e também dos aposentados, na escolha dos votados. Isso permitiria a permanência e/ou o revezamento de certos grupos nos postos de mando, o que acabaria favorecendo a cooptação deles por interesses outros.

Fato: comparar os benefícios da Cassi de hoje com aqueles de vinte ou mais anos atrás evidencia uma constante perda de qualidade. Os aspectos financeiros, igualmente ou mais assustadores, serão abordados futuramente.
A nós, aposentados e funcionários, todos pagantes, toca votar mais e melhor. Como fazê-lo é uma questão digna da Esfinge. Esboçaremos aqui nossa idéia de ação em busca de    aperfeiçoamentos para ela, idéia.
Na situação atual, agir vai além do teclado, seja do computador ou de alguma recalcitrante Olivetti. Missivas são úteis, mas podem ser deletadas facilmente ou jogadas na cesta de lixo. Inapelavelmente.
Aposentados, colegas da ativa, pensionistas: precisamos estar fisicamente em nossas associações (que não faltam, muito pelo contrário). Só nossa presença, nossa voz e nosso voto, nos permitirão conhecer nossos eleitos e nossos representantes. O voto à distância, por correspondência de qualquer espécie, deve ser exceção, não regra. Eleger pessoas por vaga indicação ou recomendação também deve ser evitado. Pessoas se conhecem pela proximidade física, pelo olho no olho, pelas discussões e posicionamentos travados ao vivo. Expressões colocadas no papel ou na tela não revelam necessariamente a alma, o coração, nem os princípios éticos e morais de seu autor. Houve até um a pedir esquecessem seus muitos escritos.
É preciso evitarmos, a todo custo, aquelas repetidas surpresas – eleição tal, dia tal (sempre muito próximo) para associação tal; as chapas inscritas são tais; você poderá votar de tal forma. Isto quando recebemos alguma informação.
Precisamos visitar mais nossas associações, ainda que reduzamos nossas filiações em benefício de participações efetivas. Associarmo-nos a algo que mal sabemos o que seja é transferir parcela de nosso pouco poder a pessoas estranhas que usarão esse poder transferido de forma e com objetivos que desconheceremos.
Tudo precisa começar pelo acessível. De nada servem conselhos e representações meramente formais, cujas reuniões, se existe alguma, nunca somos convidados a assistir e cujas atas, se existem, nunca são publicadas.
É necessário prestigiarmos com nossa presença física, sempre que possível, mesmo a mais modesta associação a que pertençamos. Assim conheceremos seus dirigentes, fiscalizaremos seus atos e os defenestraremos se preciso for e, acima de tudo, poderemos eleger pessoas conhecidas na ocasião propícia.
Quanto àquelas associações distanciadas geograficamente ou de abrangência muito ampla, se impraticável a presença física, deveremos escolher delegados ou representantes da associação local, mais uma vez, conhecidos. Só assim poderemos votar indiretamente mas com alguma consciência nesses pleitos de âmbito nacional importantes para nada mais, nada menos, do que nossa sobrevivência e de nossos dependentes.
Nos casos de CASSI e PREVI, onde votamos diretamente, será preciso que membros de nossas associações, conhecidos, ou seus representantes, conhecidos, estejam entre os candidatos. Isso não é para já, mas é urgente. O plano inclinado está atuando, e não é a nosso favor.
Aos funcionários: participem ativamente de suas associações, votem em pessoas conhecidas, ou pesem muito bem as recomendações recebidas. Há cordeiros em pele de lobo, ou o contrário.
Senhores aposentados, lutem contra suas dificuldades, vençam a inércia, participem ativamente de suas associações. Cansativo? Talvez, mas a alternativa é bem pior.
Agora, precisamos nos retirar. No Banco desde 1962, nunca ouvimos falar em nenhum dos concorrentes à Cassi por essa chapa Anabb/Afabb e vejam que somos associados a uma dessas entidades. Tentaremos obter alguma informação sobre essas pessoas, bem como sobre os outros concorrentes, tão logo divulgados seus nomes. Pouco obteremos e, mais uma vez, nosso voto não será consciente, será muito mais um chute a referendar, a legitimar, desconhecidos de importância vital para todos nós. Provavelmente a recusa em chutar explique a abstenção dos aposentados; a solução, repete-se, é conhecer um mínimo sobre as pessoas que dirigirão nossas instituições, da menor para a maior.
Edemar.
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One Response to Aposentados x Eleições na Cassi

  1. Aposentado Desconfiado disse:

    OK, WordPress, você venceu. Não consegui organizar os parágrafos como queria. A alternativa seria não publicar.

    ‘Me aguarde’. Perder uma batalha não significa perder a guerra.

    Leitores, desculpem.

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