É preciso sair do sofá

Uma rápida consulta a funcionários do Banco do Brasil mostrará dúvidas e desconfianças em relação aos benefícios da Previ e, certamente, grande insatisfação quanto ao atendimento da Cassi. Sobre esta, falaremos em outra  ocasião.

A primeira, por mercê de uma valorização do mercado acionário, tem apresentado resultados financeiros satisfatórios que, infelizmente, nada garante sejam mantidos. O mercado de ações é instável por natureza, pois é o sobe-desce das cotações que o sustenta.

Hoje, a Previ está bem, amanhã, ninguém sabe como estará, enquanto mantiver o grosso de seus ativos nesse mercado.

A distribuição destes atuais bons resultados tem gerado mais indagações do que satisfação. A suspensão das contribuições favorece a todos participantes e também ao Banco, mas afirma-se que alguns receberam benefícios milionários (!), outros, modestos benefícios e muitos nenhum benefício.

Outro aspecto,  polêmico, dessa partilha de resultados, é sua apropriação, em grande ou maior parte, pelo Banco. Sem maiores indagações, a voil d’oiseau, é possível apercebermo-nos de que o Banco não é maior dono da Previ do que nós, participantes, desde que, há muito, ele nos impôs regime de paridade em suas contribuições.

A Previ não tem sido transparente quanto a esses fatos.

Embora sejamos a perna mais frágil desse tripé Banco-Previ-Participantes, precisamos reagir.

Atualmente o Banco nos permite participação inferiorizada na Direção da Previ, pois reserva para si a Presidência e as poderosas Diretorias de Participações e de Investimentos, as quais, por oportuno, parecem algo redundantes. Tendo participação igual à nossa em todos Conselhos, o Banco é senhor de baraço e cutelo na Previ, num eco injustificável daqueles tempos em que contribuía com três quartos da arrecadação da Caixa.

É preciso que todos nós, os não engajados partidária ou sindicalmente, abandonemos nosso tradicional comodismo de votar por votar, votar por indicação de associações nem sempre muito leais a seus quadros ou, no caso de grande parte dos aposentados, abster-se de votar.

Necessitamos nos conscientizar de que a Previ administra recursos de mais de cento e quarenta bilhões de reais. Isto é muito poder para entregarmos descuidadamente, ainda mais porque da Previ não depende só nosso futuro, mas nossa sobrevivência e de nossos dependentes, nunca esquecendo que tal proteção não nos caiu dos céus, foi por nós adquirida, tanto por nossas contribuições, quanto por parcela salarial indireta.

Precisamos romper com o rodízio de eleitos, encontrar ou criar alternâncias para esse poder. Participarmos de todas atividades de nossas associações é imperioso; procurarmos informações sobre as instituições e as pessoas é nosso direito e nossa obrigação. Votarmos em candidatos realmente escolhidos por nós é nossa garantia. Na internet, há grupos importantes discutindo isso. Unamo-nos a eles: é fácil, é barato e é confortável, quase tanto quanto o sofá (ou a rede, gente boa do Norte e do Nordeste).

Um desses bons grupos é http://www.variedades1-bb@yahoogrupos.com.br.

Edemar.

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