Gênios, cada vez + difíceis

Vinha eu pela praia semi-deserta, maré totalmente seca oferecendo uma vastidão de areia firme e plana para caminhar, com muitos pequenos e rasos lagos, sol já forte às sete e pouco da manhã, céu de brigadeiro ainda livre dos barulhentamente desagradáveis helicópteros que circulam por aqui.
Distraído, entremeando minutos de puro devaneio com planejamento do dia e contemplação das paisagens, fixa e móvel, ocasionalmente dando especial atenção a determinadas parcelas da móvel, caminhava eu com alguma rapidez, convencido de estar me exercitando o suficiente para abrigar uma geladinha ao almoço.
Sandálias na mão e pés descalços, vista focada numa daquelas especiais partes da paisagem, foi  ‘a’ topada com o mindinho do pé esquerdo. Fiozinho de sangue e ardor provocado pela água salgada, procurei a causa de tão inesperado acontecimento.
Inesperado porque nessa praia não existem pedras nem tocos, só areia e o indefectível lixo plástico deixado pelos humanos e movimentado pelas marés. Encontrei o que me pareceu uma lata dessas de leite em pó, enferrujada e quase completamente enterrada.
Resolvi retirá-la para praticar minha boa ação do dia, evitando uma outra improvável topada de outro caminhante. Cavei um pouco a areia macia com as mãos e fui percebendo tratar-se de outro objeto, um cilindro de metal nobre, algo como bronze muito antigo, uns doze centimetros de diâmetro e mais de vinte de comprimento, em minha primeira avaliação.
Já com grande curiosidade, apressei meus movimentos e consegui retirar do poço de areia ela, a lâmpada! Mal a lavei na água existente em torno e me surge à frente um gênio esfregando os olhos, com a maior cara de sono que se possa imaginar.
Eu, assustado, ele, estremunhado, me falou:
– Miserável mortal, me acordaste bem quando eu sonhava com a Jeannie. Por isso só irei te conceder um desejo e, ainda assim, parcialmente. Pensa rápido, pois quero retornar a meu sono e retomar meu lindo sonho outra vez.
Para os menos idosos, Jeannie era uma ‘gênia’, muito bonita, da televisão dos anos 60; recomendo a todos uma busca nas locadoras por qualquer episódio da série ‘Jeannie é um gênio’.
Pois bem, sem pensar muito, falei para o mago da lâmpada:
– Quero uma fortuna maior do que a dívida dos Estados Unidos da América.
– Sem problemas, respondeu-me. – Como disse, vou te satisfazer apenas em parte. Pega os números CORECON e CREA de José Serra e aposta em loterias. Ganharás até o limite pedido. Adeus.
Por favor, alguém me informe esses números.

Edemar Motta.

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2 Responses to Gênios, cada vez + difíceis

  1. ARILDO MÁXIMO DA SILVA disse:

    Caro Edemar,

    Se descobrir tais números lhe repassarei para saber o final da história. Risos.
    Sabe de uma coisa? Ando muito enojado com a parcialidade de nossa grande imprensa e, mais, pela forma furiosa com que ela fica procurando os mais variados – e até fúteis – motivos para criticar nosso presidente. A propósito, por que ninguém mais fala das greves de fome em Cuba? Em determinado momento parecia ser o assunto mais importante do mundo e repentinamente… mais nada. Por que será, hein?

  2. embuscadoconhecimento disse:

    kkkkkk…

    Boa Edemar! Sem dúvidas, esse é o oitavo enigma da Matemática e, com certeza, nunca será descoberto.

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