PREVI e seu superávit

 

Superávit da Previ

 

Acredito na existência de superávit baseado em minha experiência pessoal (ninguém pense que estou me comparando com a Previ, por favor.)

Em 1992 distribui meus proventos de aposentadoria (fgts etc) em alguns fundos lastreados em ações. Amarguei prejuízo por uns quinze anos ou mais. Adaptei-me e resisti a vender na baixa. Foi o que a Previ fez.
Há algum tempo, coincidentemente depois que o ‘mercado’ percebeu que Lula não morde, a bolsa começou a valorizar. Resgatei 2/3 de meus caraminguás com pequeno lucro. Ainda aguardo para realizar um trocadinho guardado em um banco que me repassa todas as perdas e nenhum ganho (não é o BB). Aguardo uma distração dele, pois sou otimista, embora com os pés no chão.

A Previ estava super-aplicada em bolsa no mesmo período e obteve um resultado monstruoso nessa valorização, mas tinha e tem necessidade de se desfazer de papéis por imposição legal. Consequência: maiores recursos em caixa – e dinheiro em caixa é péssimo negócio.

Assim, acredito no superávit mas também, como já disse em outro local, creio ele se deva basicamente à valorização da Bolsa que, a qualquer momento, poderá desvalorizar-se brutalmente outra vez. Lembremo-nos que o mercado bursátil não se movimenta satisfatoriamente em águas calmas, precisa, por sua própria natureza, de pouca luz e de turbilhões. Minha insegurança aumentou nos tempos atuais, de bolsas mundialmente interligadas. Há especuladores, investidores e trambiqueiros de grosso calibre, gregos e goianos, manipulando cotações e criando crises.

Por fim, já que estou no assunto, manifesto-me favorável a receber o que o governo, mandante do patrão, conluiado com a Previ, conluiada com representantes que parecem pouco representar a nós, aposentados, queira me alcançar.

Não é covardia, não é imediatismo, não é ganância, é pragmatismo. Aplaudirei e apoiarei qualquer iniciativa visando recebimento maior, mas só vejo alguma viabilidade disso pela via judicial.

Entretanto, com alguma experiência em advocacia, penso que os órgãos superiores protegerão o governo, inclusive com apoio da opinião pública, contra nós ‘marajás’, protelando um julgamento final ad infinitum.

Escaldado pelo caso da equiparação com o Banco Central, realísticamente não tenho esperanças de viver o suficiente para ver uma decisão final sobre o superávit, sensação agravada ainda pela incerteza do resultado da ação.

Peço tolerância para com a simploriedade de meus argumentos e a singeleza do texto, mas é como percebo os fatos e as expectativas relacionadas a eles.

Como já dizia minha avó, melhor um pássaro na mão que dois voando.
Valentim Antunes Garcia
Aposentado do BB
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