Os cem primeiros dias do governo Dilma – 17ª parte

De 22 a 26/03/2011

ter – 22/03 – A Rede Brasil Atual, através da jornalista Jussara Seixas, informou hoje que uma “pesquisa Datafolha divulgada neste último domingo (20/03/2011) mostra que a popularidade da presidenta Dilma Rousseff supera todos os antecessores de Lula e iguala-se à marca recorde obtida pelo presidente petista em 2007. Na primeira pesquisa de avaliação no novo mandato, 47% dos brasileiros aprovam a presidenta, patamar tecnicamente igual ao obtido por Lula em março de 2007 e quatro pontos acima do registrado pelo ex-presidente em seu primeiro mandato, em 2003. Na mesma época, Fernando Henrique Cardoso contava com avaliação positiva de 39% no primeiro mandato e apenas 21% no segundo, contra 34% de Itamar Franco e 36% de Fernando Collor de Mello. Em relação a Dilma, outros 34% consideram seu governo regular, 7% têm visão ruim ou péssima da atual gestão e 12% não souberam opinar. Os dados divulgados permitem aferir que a presidenta venceu as resistências junto ao eleitorado tucano”, pois “apenas 15% dos que votaram em José Serra consideram que o desempenho de Dilma é ruim ou péssimo e 31% a classificam como boa ou ótima, com 41% de regular. Além disso, desapareceram as disparidades regionais. Dilma goza de 50% de aprovação no Nordeste, 47% no Sudeste e 44% no Sul, no Norte e no Centro-Oeste.” Segundo a pesquisa, Dilma Rousseff tem aprovação maior (51%) entre as mulheres do que entre os homens (43%).

A presidenta Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira (22) que o governo fará investimentos para fortalecer o programa espacial brasileiro. De acordo com ela, o Brasil não pode renunciar a sua meta de construir, lançar e operar satélites. Dilma afirmou que o investimento será por meio da contratação de profissionais para a Agência Espacial Brasileira (AEB) e para os órgãos executores desse programa. Haverá também injeção de recursos. Negou que o Brasil tenha suspendido seu programa espacial após a explosão ocorrida em 2003, que destruiu parte da base espacial de Alcântara, no Maranhão, e provocou a morte de 21 cientistas. Disse também que a meta é ter um programa espacial autônomo, capaz de atender às demandas da sociedade brasileira e de fortalecer a soberania do país. Para Dilma, o programa espacial é estratégico para o país, pois o Brasil necessita de satélites para vigiar o território, auxiliar na previsão do tempo e prevenir os danos causados pelos desastres naturais. Acrescentou que os satélites também são estratégicos para o país em áreas como defesa, comunicações e a segurança hídrica e alimentar.

qua – 23/03 – Como outros cinco do STF (Supremo Tribunal Federal), o Ministro Luiz Fux optou unicamente pelo vernáculo, pelo texto e assim frustrou a sociedade brasileira ao dar o voto do desempate liberando os corruptos barrados pela Lei da Ficha Limpa a assumirem seus postos no Congresso Nacional. Esperávamos um pouco mais dele, mas preferiu ser burocrático e conservador, pouco importando-lhe que tanto a Constituição quanto a validade dessa Lei para as eleições de 2010 tem uma origem comum, por sinal, a única que as legitimam: a vontade soberana do povo. Ao ser apontado para o STF, ele chegou a elogiar a Ficha Limpa, ela “conspira a favor da moralidade”, garantiu. Somente hoje ficamos sabendo do seu verdadeiro posicionamento. Cinco Ministros do STF, o Ministério Público Federal e o Tribunal Superior Eleitoral, todos analisaram a Ficha Limpa e concordaram que a sua validade para 2010 é plenamente constitucional. Até o Ministro Fux ser apontado havia um empate de 5 juízes contra e 5 a favor da validade da Ficha Limpa para 2010. Ele deveria ter quebrado o empate favorecendo o povo brasileiro, não os interesses dos corruptos que agora comemoram. É mais um tapa na cara da sociedade brasileira ao qual o nome e o gesto desse Ministro ficarão para sempre associados.

qui – 24/03 – De acorodo com o blog do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff recebeu, nesta quinta-feira (24/3), no Palácio do Planalto, um grupo de estudantes universitários e secundaristas que participaram de manifestações na Esplanada dos Ministérios. Sob liderança dos presidentes da UNE (União Nacional dos Estudantes), Augusto Chagas, e da Ubes (União Brasileira de Estudantes Secundaristas), Yann Evanovick, o grupo de estudantes foi recebido, num primeiro momento, pelo secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, e em seguida todos se reuniram com a presidenta Dilma, que se fez acompanhar pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Após a reunião, Chagas e Evanovick informaram que as entidades que representam os estudantes apresentaram à presidenta a pauta de reivindicação para o setor de educação. Segundo Chagas, a pauta contempla destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para o setor e 50% da receita do fundo proveniente do pré-sal também para o sistema educacional. Evanovick afirmou que Dilma mostrou-se sensível ao pedido. Durante a conversa, os estudantes solicitaram que as conquistas obtidas no Congresso Nacional não sejam vetadas pela presidenta em matérias que devem virar leis. De acordo com o presidente da Ubes, as entidades apresentaram 59 emendas em projeto de lei que tramita na Comissão de Educação da Câmara que trata do Plano Nacional de Educação.

sex – 25/03 – Conforme anunciou o Correio do Brasil, o “governo deseja alcançar com os demais acionistas controladores na Vale um acordo para a mudança no comando da mineradora antes da viagem da presidenta Dilma Rousseff para a China, no dia 9 de abril, disse à Reuters uma fonte do Palácio do Planalto que pediu para não ter o nome revelado. A saída de Agnelli, que está há dez anos no comando da empresa, é dada como certa. A presidenta Dilma Rousseff viaja à China no dia 9 de abril. Lá, ela participa da reunião dos BRICs (Brasil, Rússia, China e Índia) e fará uma visita oficial ao país. Possivelmente, a intenção de definir a troca antes da viagem estaria associada ao tempo em que Dilma permanecerá fora do país, apesar de que a questão comercial Brasil-China também é de grande importância, já que o país asiático é o maior importador mundial de minério de ferro e a Vale, sua maior fornecedora. Segundo avaliação do Planalto no momento é a de que os demais acionistas controladores já não apresentam resistência a uma mudança. A discussão, agora, estaria em torno do nome do eventual sucessor.”

sab – 26/03 – Foi no blog Gonzum, de Miguel do Rosário, que li um dos comentários mais lúcidos sobre o voto do Brasil na Comissão de Direitos Humanos (CDH), da ONU, quando, segundo a grande mídia, “votamos contra o Irã”, mas, aos meus olhos, o voto brasileiro foi dado a favor dos direitos humanos, no fórum adequado a esse posicionamento. E o Miguel quem nos explica: “Naturalmente é difícil para as pessoas entenderem que [na ONU] há três instâncias bem diferentes: o Conselho de Segurança, a Assembléia Geral e a Comissão de Direitos Humanos. Esta última foi criada em 2006 contra a vontade dos EUA, que fez tudo para impedir a iniciativa. Quando não pode impedir, sob pressão do mundo inteiro, aceitou de má-vontade. Por quê? Porque à diferença do Conselho de Segurança e da Assembléia Geral, a CDH é dominada pelos países em desenvolvimento.” (…) “A Comissão de Direitos Humanos é o fórum adequado para esses assuntos, até porque não tem o poder de gerar sanções econômicas.” E torna a coisa mais óbvia para o nosso entendimento quando escreve: “A campanha da mídia para mostrar que Dilma rompeu com a política externa de Lula visa inicialmente provar a seu público que ela, a mídia, sempre esteve certa quando criticava Lula. Se Dilma tomou outro rumo, era porque Lula estava errado e ela, a mídia, certa. No entanto, Dilma não mudou nada. Ou antes, mudou para melhor, mantendo os mesmos objetivos, de ter uma postura independente, altiva, e perseguir a paz e a justiça no mundo. Sem contar que são bastante ridículas essas suposições psicodélicas sobre “o que Lula faria se estivesse ali”. E, conclui: “O blog Amigos do Presidente Lula ressalta que Dilma, por ser mulher, precisa ter uma postura diferente em relação a um país que viola terrivelmente os direitos da mulher. Eu acrescentaria que Dilma foi barbaramente torturada na ditadura, à diferença de Amorim e Lula, que jamais o foram, então ela é mais sensível às denúncias de tortura em outros países, seja no Irã, seja em qualquer parte.”

Antonio Fernando

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