Veja José Dirceu

 

Reproduzo alguns trechos do blog de José Dirceu (www.zedirceu.com.br) onde este desnuda a desonestidade daquela revista. Edemar.

 

Medo da regulação da mídia? É pavor de concorrência                                                                                                                     Publicado em 06-Set-2011

Os barões da mídia e seus porta-vozes, inclusive no Congresso Nacional, continuam inconformados com a decisão tomada no 4º Congresso Nacional do PT, realizado no fim de semana, em Brasília, de lutar e mobilizar o país e a sociedade pela regulação da mídia. Também não mudaram de tática: continuam a seguir a principal, adotada há muito tempo, de tentar infundir na opinião pública que regulação da mídia é o mesmo que censura à imprensa.

Mais do que infundir, querem confundir, desinformar seus leitores. Vejo que hoje são auxiliados por dois senadores da oposição, o líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). O parlamentar pernambucano diz que marco regulatório da mídia “é o nome pomposo para um verdadeiro tribunal da inquisição da comunicação que os petistas querem implantar”. O líder tucano vem com uma história de que o PT defende a regulação para impedir denúncias de corrupção.

Os barões da mídia e seus porta-vozes nada mais fazem do que defender sua posição retrógrada e atrasada de sempre contra a regulação que, repito, existe na maioria dos países democráticos do mundo. É uma posição defensiva deles. Acuados, temem a concorrência e a perda do poder político, dos monopólios que detêm sobre a informação, graças aos impérios de comunicação que, ou herdaram, ou montaram em cada Estado.

Regulação não tem nada a ver com censura à imprensa

Regulação não tem, no entanto, nada a ver com censura ou controle da mídia. Ao contrário do que falou o senador Jarbas Vasconcelos, tampouco tem a ver com Veja, até porque o PT e a parcela consciente da nossa sociedade pró-regulação defendem-na há muito tempo e essa reportagem da revista contra mim saiu na semana passada (Leia mais neste blog). E a reportagem é outra coisa, é um caso de polícia e de jornalismo marrom.

Muito menos – ao contrário do que afirma Álvaro Dias – regulação tem a ver com denúncias de corrupção, que precisam ser todas apuradas e os responsáveis punidos.

Essa questão da regulação é um direito – meramente isso – inscrito na nossa Constituição, e defendido para que a mídia, que reina absoluta entre nós sem nenhuma legislação, tenha leis que rejam seu funcionamento e a obriguem a respeitar a Constituição (remeto-me a ela, mais uma vez) a princípios universais elementares como o respeito aos direitos de resposta, de imagem, privacidade e presunção da inocência.

Tudo isso já é assegurado pela nossa Constituição. Os barões da mídia fazem disso letra morta, mas terão de obedecer esses princípios com a regulação – daí a sua resistência contra.

Leiam também no portal Opera Mundi material completo sobre a regulação da mídia em diversos países.
 

  

|

 
A tentativa de Veja de justificar seu injustificável jornalismo marrom
Publicado em 06-Set-2011

Veja usa toda a Carta ao Leitor desta semana para tentar justificar sua reportagem da edição 2232, de 31 de agosto, a meu respeito. É uma iniciativa para justificar o injustificável. Antes de a matéria ser publicada eu já havia denunciado a tentativa criminosa de seu jornalista, Gustavo Ribeiro, de invadir meu apartamento e o uso ilegal de imagens – obtidas não se sabe de que forma – de cidadãos que se reuniam ou me visitaram no Hotel Nahoum, onde resido quando estou em Brasília. 

Sem falar na tentativa do mesmo jornalista de se passar por assessor da prefeitura de Varginha (MG), cidade onde ele nasceu, para me entregar supostos documentos com pedidos da prefeitura ao governo, o que caracteriza outro crime – o de falsidade ideológica, o que também denunciei (Leia mais neste blog). 

A Carta ao Leitor, com o título sugestivo de “A verdadeira questão”, começa com um erro que revela o mau jornalismo da revista, ou o mais grave, as suas mentiras: diz que meus direitos políticos foram cassados. Não foram. A Câmara, ao me cassar o mandato de deputado federal em 2005, sem provas e injustamente, tornou-me inelegível por oito anos, mas não me cassou os direitos políticos. Voto, sou filiado ao PT, membro do Diretório Nacional e tenho direitos políticos sem restrições, inclusive para ocupar cargos públicos.

Ônus da prova cabe ao acusador

Ser réu não significa culpabilidade, já que o ônus da prova cabe ao acusador, no caso o Ministério Público Federal, como deixaram claro vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ao acolherem a denúncia em agosto de 2007. Veja não pode afirmar – ao contrário do que faz em suaCarta ao Leitor – que a reportagem se baseia em imagens da câmera de segurança do hotel. Somente a perícia a ser realizada a partir do Boletim de Ocorrência (BO) e do inquérito instaurado pela 5ª  Delegacia de Polícia do Distrito Federal poderá dizer se as imagens são da câmera do hotel ou têm outra origem.

E, ao afirmar que suas imagens são da câmera do hotel, a revista reconhece que cometeu mais um crime, o de publicar, sem crédito, imagens sem autorização do hotel e dos hóspedes e visitantes que aparecem nas fotos, uma invasão da privacidade e da intimidade desses cidadãos. A revista não esclarece a seus leitores que meu escritório de advocacia, Oliveira e Silva e Ribeiro Advogados Associados na capital paulista, mediante contrato de reciprocidade (inclusive no uso das instalações comuns) registrado nas seccionais da OAB de São Paulo e Brasília, tem associação com o escritório Tessele & Madalena Advogados Associados.

Não esclarece, tampouco, que os apartamentos 1604 e 1606 do hotel estão alugados pelo escritório Tessele & Madalena, conforme confirmação de reserva nº 2309386 da Nahoum Turismo e Hospedagem S.A.. No registro da reserva de 13/03/11 a 06/12/11 consta como hóspede Oliveira, José Dirceu. 

Gabinete pseudo secreto

A revista diz que tenho um “gabinete secreto”, mas sabe que me hospedo nesse hotel e, inclusive, que jornalistas ali me visitam para entrevistas. Aliás, notas publicadas na coluna política dos jornalistas Cláudio Humberto e no Blog do Noblat registram que, desde 2006, em Brasília, resido em hotéis, frequento suas academias, restaurantes e cafés. É público e notório, portanto, que tenho residência e atendo naquele domicílio como extensão de meu escritório de advocacia, conforme o contrato registrado na OAB-DF. 

Tudo isso torna muito mais grave a tentativa de invasão de meu apartamento, só frustrada pela ação da camareira do hotel. Ela impediu que o jornalista Gustavo Ribeiro consumasse sua intenção de entrar no meu quarto ao alegar que perdera a chave do meu apartamento. O incidente foi imediatamente comunicado pela funcionária à sua chefia. 

Há, também, o fato gravíssimo de o jornalista somente ter se registrado no hotel depois da tentativa criminosa de invadir minha residência. Mesmo assim, não fui eu quem o acusou. Quem o fez foi o Hotel Nahoum, como consta do Boletim de Ocorrência à disposição de todos em meu blog (confira as imagens aqui e também neste link). Por esse documento, quem comunicou os fatos à polícia foi o chefe da segurança do hotel. No BO, José Dirceu e Hélio Madalena (meu sócio no escritório) constam como vítimas. O jornalista Gustavo Ribeiro é registrado como autor e a camareira como testemunha. O hotel consta como responsável pela comunicação do fato. Repito: não sou o autor do BO, como falsamente afirma a revista. Mais claro impossível. 

“Gente desclassificada”

Sobre a origem das imagens, não adianta a revista vociferar e agredir os blogs que, segundo ela, são feitos por “gente desclassificada”. Esse tipo de afirmação mostra o desespero da publicação.

Somente o inquérito policial poderá dizer se as imagens são da câmera do hotel ou de uma câmera ilegalmente instalada por arapongas, e se a revista comprou, ou não, as imagens. O fato irrefutável é que a Veja usou imagens sem autorização e as obteve ilegalmente. Também não se pode negar que o jornalista procurou se passar por mim para tentar invadir meu quarto; e que, por fim, simulou ser um assessor da prefeitura de Varginha para, novamente, ter acesso ao meu quarto.

O malfeito da revista está provado. São fatos e imagens que nenhumaCarta ao Leitor ou editorial podem mudar. Sem contar com o ridículo do conteúdo político da matéria, uma prova concreta do mau jornalismo panfletário e ideológico de Veja.

.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: